'As pessoas que são loucas o bastante para pensarem que podem mudar o mundo são as únicas que realmente podem fazê-lo' - Jack Kerouac

Posts da categoria ‘Projetos’

Uma onda invade Piracicaba – Movimento das Cidades em Transição

Por • 29 set 2011 • Categoria: Filosofando, ProjetosNão há Comentários »

Antes da onda…

Desde que cheguei a Piracicaba, tive a oportunidade de participar de várias atividades socioambientais interessantes, articuladas por diversos organismos locais, cada uma delas com diferentes graus de impacto, mas todas proporcionando experiências super enriquecedoras. Porém, o que estas atividades mais me proporcionaram foram amigos. Amigos super engajados e com trabalhos fantásticos desenvolvidos pelos grupos dos quais eles participam. Tive, também, a oportunidade de notar que apesar destes grupos locais terem filosofias e metodologias próprias, seus objetivos são muito parecidos (apontando para a construção de uma sociedade mais justa e harmônica, com igualdade, respeito à natureza, entre outras inúmeras similaridades). E este não é um desejo exclusivo das organizações do terceiro setor ou dos empreendedores sociais, mas de uma grande parcela da sociedade. Fiz muitos outros amigos que gostariam de dedicar sua energia e doar suas habilidades na construção deste objetivo comum, mas não sabiam por onde começar.
Portanto, no cenário socioambiental de Piracicaba, enxergávamos uma vasta coleção de iniciativas interessantes e uma grande quantidade de indivíduos com desejo de engajar-se, mas havia pouca conexão, comunicação ou articulação entre as diversas iniciativas,  onde haviam claras oportunidades para isso.

Esta questão foi pauta de diversos bate-papos, onde percebemos a urgência de se debater estratégias para conectar, comunicar, divulgar todas as iniciativas existentes, além de otimizar e reutilizar essa energia circulante. Era preciso, também, criar mecanismos para aproveitar o desejo de engajamento da sociedade civil, desenvolvendo ferramentas colaborativas/participativas que funcionassem como catalisadores da mudança a partir dos anseios da comunidade local.

Com esta ideia fixa na cabeça, começamos a organizar uma metodologia que apelidamos de “@Rede”, sob o slogan: “Desfiar uma sociedade de consumo competitiva para tecer uma sociedade de abundância cooperativa”.

Pensamos em um movimento, não em uma instituição. Sem proprietários ou propriedades. Um organismo que existiria somente como resultado do fluxo de energia entre seus membros (recursos, informação, comunicação, valores) e que, portanto, não teria corpo próprio, não poderia reter energia ou comandar. Um movimento que criaria um vetor de mudança, como resultado de esforços (muitas vezes independentes) apontados para uma direção comum.

As metas principais desta metodologia seriam:

  • Criar um canal de comunicação e articulação entre todas as iniciativas e indivíduos engajados em causas socioambientais;
  • Compartilhar princípios e objetivos (a partir de um manifesto vivo, construído e mantido pela comunidade local);
  • Estimular a cultura do empreendedorismo social (onde o empreendedor apoia o movimento, a partir de suas habilidades e sua rede, muitas vezes direcionando o foco do seu negócio para as demandas do movimento);
  • Compartilhar ferramentas com capacidade de potencializar os esforços existentes e construir novas iniciativas inovadoras.

Entre os exemplos de ferramentas coletivas,  podemos destacar: mapeamentos socioambientais, moedas sociais (locais e de rede), redes de micro financiamentos colaborativos (crowdfunding), utilização das mídias sociais para  engajamento, rede de empreendedorismo social, e todas estas ferramentas conectadas entre si (e a outras), em um grande movimento sinergético de colaboração mútua.

A onda…

Tudo estava caminhado muito bem, até sermos arrebatados por uma onda de proporções gigantescas, originada nos mares do norte (já com passagem por algumas cidades brasileiras). Mas esta não é uma onda comum, é uma onda que está inundando vários lugares do mundo com engajamento, consciência, participação e, principalmente, uma visão positivista de que podemos, com a força da nossa comunidade e a partir de mudanças em nossos hábitos do cotidiano, construir uma sociedade, realmente, sustentável.

Esta onda tem nome: Movimento das Cidades em Transição (Transition Towns).

Este movimento foi uma grata surpresa para nós, não só por abraçar os conceitos que estávamos propondo (na @Rede), mas por carregar uma experiência extremamente valiosa (capital intelectual), propondo uma série (continuamente incrementada) de ferramentas e boas práticas, vigentes em sua rede de mais de 352 cidades em transição, espalhadas por 31 países.

O Movimento das Cidades em Transição

“O movimento das Cidades em Transição (Transition Towns) foi criado pelo permacultor inglês Rob Hopkins com o objetivo de transformar as cidades em modelos sustentáveis, menos dependentes do petróleo, mais integradas à natureza e mais resistentes a crises externas, tanto econômicas como ecológicas.”

O objetivo central do movimento é a busca pela resiliência comunitária. Resiliência é a capacidade de um organismo de suportar crises.
As crises mais debatidas no movimento são: o pico do petróleo (e seus impactos sobre uma sociedade dependente deste recurso), o aquecimento global e a desigualdade social. Acrescentamos, na nossa interpretação local, a crise de percepção (que envolve questões relacionadas a modelo de consumo, modelo de saúde e educação, entre outras).

A ferramenta prioritária do movimento é a “relocalização” que pode ser entendido como o fortalecimento das economias locais. A “relocalização” envolve a criação de mecanismos de produção, distribuição, consumo e empreendedorismo em geral, localizados nas comunidades e utilizando recursos locais. Ela trata, também, do desenvolvimento de opções de lazer, saúde, educação e etc, sem que haja a necessidade de deslocamento por distâncias que exijam meios de transporte.

É importante notar como o fortalecimento da economia local facilita a resolução de outros problemas que tanto debatemos. Por exemplo, não é muito mais fácil discutir mobilidade urbana, quando as pessoas, seus empregos e suas necessidades estão por perto? Qual seria o preço dos produtos orgânicos se não houvesse a necessidade de transportá-los por grandes distâncias, se não existissem os atravessadores e a produção tivesse a escala que sua comunidade necessita? E existe sensação de segurança maior do que viver em uma comunidade onde as pessoas se conhecem e interagem entre si?

Outros pilares de transição são: cooperação, participação, positivismo e confiança nas escolhas da comunidade.

Surfando na onda…

Quando recebemos as boas novas, advindas do Movimento de Transição, percebemos que não havia necessidade de nos desviarmos do caminho, já iniciado com @Rede, para entrarmos no caminho de transição. O que fizemos foi transformar os conceitos da @Rede em ferramentas para dar suporte ao Movimento.
A partir dai, iniciamos os 12 passos, sugeridos na Rede de Transição, normalmente executados pelas iniciativas em estágio inicial (vide o tópico “para saber mais”, abaixo).

O primeiro passo tem o seguinte enunciado: “#1. Estabelecer um grupo para a direção e preparar sua dissolução desde o início” e consiste em reunir pessoas que terão o papel de animar o movimento até que ele obtenha massa crítica, quando o grupo deve ser dissolvido e seus membros realocados para grupos de trabalho estabelecidos pela comunidade.
É muito interessante o conceito de dissolução aparecer no enunciado, isso fortalece o princípio, que já defendíamos, de um movimento sem proprietários ou comandantes!

Em que pé está o movimento de Transição em Piracicaba?

Ainda não somos uma iniciativa de transição oficial. Para isso, vamos participar do treinamento que acontecerá em São Paulo (http://migre.me/5NFrH), para apresentar nossas intenções, aprender com quem já faz e, principalmente, nos conectarmos a esta fantástica rede.

Enquanto isso não acontece, o grupo local vem caminhando para o segundo passo da metodologia: “#2. Aumento da sensibilização”. Neste passo, vamos promover atividades com o intuito de aumentar a compreensão quanto as crises fundamentais, na forma de exibições de filmes, apresentação de palestras, desenvolvimento de artigos e grupos de discussão, além da criação de um blog para repercutir esses acontecimentos.

A Transição é um movimento aberto, venha participar!

É muito importante reiterar que este é um movimento aberto, sem proprietários. Se você deseja fazer parte do grupo diretor provisório, por favor, entre em contato com ricardo@ecosofando.com.br.

Para saber mais sobre o Movimento Cidades em Transição

Filme – IN TRANSITION 1.0

Nossa ecovila – o inicio

Por • 1 jun 2010 • Categoria: Notícias, Prática, ProjetosNão há Comentários »

No início deste ano, começamos a organizar um grupo de discussão para construção da nossa ecovila, em Piracicaba.

Estamos, agora, em uma fase de definir os valores comuns entre os membros do grupo, agregar novos interessados, divulgar a idéia etc…

Definimos, como base filosófica,  um tripé conceitual formado pela Permacultura, pela Economia Solidária e o pelo Cohousing.

A Permacultura, com seus princípios éticos e de design, nos trás uma luz sobre os padrões naturais e as relações que encontramos na natureza, e nos guiará na configuração de todos os elementos da ecovila, sejam eles elementos físicos (a casa, a horta etc), sejam eles conceituais (tomadas de decisões etc).

A Economia Solidária propõe uma nova forma de economia, onde o centro das atenções é o bem estar e a qualidade de vida. Ela deve nos indicar os caminhos na formação de redes de colaboração (produção, consumo, trocas), integrando a nossa comunidade com o seu entorno.

O Cohousing, mais do que um conceito, é uma prática. É saber constituir uma comunidade harmônica. É transformar uma comunidade em uma família (com seus pontos positivos e negativos), dividindo responsabilidades , exercitando a tolerância e o respeito, compartilhando felicidade e, algumas vezes, tristezas. Tudo isso, sem perder o nosso sagrado cantinho de privacidade.

É impressionante verificar como estes conceitos se integram e se cruzam perfeitamente. Sempre falo do exemplo da lavanderia comunitária (um elemento de cohousing) que centraliza grande parte dos nossos resíduos cinzas (águas que não vem do banheiro) que poderão ser eficientemente reaproveitados (utilizando a permacultura) e que utilizará vários insumos, como o sabão em pó, que será comprado coletivamente (um conceito da economia solidária). Interessante, né?

Claro, muitas outas ferramentas estão nos ajudando a desenhar o nosso sonho (em outros posts exploramos estes conceitos). Mas, sem dúvida, estamos descobrindo que a nossa principal ferramenta é o coração. Estamos aprendendo a falar e, principalmente, OUVIR com o coração. E não só com paixão, que é só uma das facetas desta ferramenta, mas com respeito, com amor e carinho, entendendo os anseios do próximo e sabendo colocar suas opiniões com delicadeza e equilíbrio.

Ainda está tudo muito no começo, mas eu já posso afirmar que essa jornada é fantástica, desde os primeiros passos.

Bom, encerro por aqui, passando os dois primeiros slides, resultado da nossa última reunião. Este slides refletem um pouco de como o grupo entende os princípios da ecovila e foram estruturados sob os elementos apresentados pelos fundadores da Permacultura, David Holmgren e Bill Mollison.



Espírito de mutirão

Por • 22 mai 2010 • Categoria: Notícias, Prática, Projetos2 Comentários »

Sábado passado, dia 15 de maio de 2010, iniciamos o primeiro de uma série de mutirões que queremos promover.

Na verdade, a idéia é promover o “Espírito de mutirão”. Para tanto, estamos reunindo, em um grupo local (Piracicaba), interessados em participar de mutirões de construção natural, tecnologias sociais e agroecologia. Estamos desenvolvendo, também, uma rede social para articulação de mutirões e construção de ecovilas (conto mais em outro post).

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O local…

Este primeiro mutirão aconteceu no Centro Rural de Educação Ambiental – Dr.Kok, localizado na área rural de Piracicaba (bairro Godinhos). O Centro Rural é mantido pela Secretaria da Educação de Piracicaba e coordenado pelo “ponta firme” Lindomar.
O centro desenvolve um trabalho de educação ambiental, oferecendo experiências ambientais e de sustentabilidade para os alunos das escolas da região, em parceria com seus professores. O CREA-Dr.Kok é o Centro de Referência do nosso grupo de mutirões, onde fazemos os testes das técnicas que queremos aplicar. Porém, já estamos organizando mutirões por toda a região, incluindo espaços urbanos.

O primeiro desafio…

Nosso primeiro desafio foi a construção de um viveiro de flores, utilizando uma cúpula geodésica como estrutura da edificação. O material utilizado para a construção da cúpula foi o tubo de PVC reciclado, doado pela TUBOCON, uma empresa local que nos foi muito solícita quando apresentamos o projeto.

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Cálculos na ponta do lápis…

O primeiro passo foi escolher o tamanho da cúpula, a sua complexidade (chamada de frequência, ou o número de variedades nos tamanhos das peças), calcular os tamanhos das peças, as distâncias de seus furos, entre outras coisas. Para isso, utilizamos o fantástico site www.desertdomes.com, que nos forneceu ferramentas práticas e dicas valiosas para concluir esta tarefa. Decidimos fazer uma cúpula de 3 metros de raio com frequência 2 (2 tamanhos de peças). Ótima pedida para quem vai fazer uma geodésica pela primeira vez (complexidade baixa e altura razoável).

Mãos a obra…

No passo seguinte iniciamos a preparação das peças…

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Cortamos os tubos de PVC em peças de 1,90m e 1,70m.
Achatamos as extremidades de cada peça utilizando uma engenhoca e uma “metodologia” própria…rs…(achamos esta fase a mais trabalhosa de todas, porém nada demais…rs).
Fizemos as furações seguindo os cálculos do site (adaptados para nossa situação).

O Almoço também é mutirão…

Enquanto isso, uma parte do grupo preparava o almoço.
É importante destacar que em um verdadeiro mutirão, diversos trabalhos são compartilhados durante o evento, como alimentação e bem estar do grupo, cuidado com as crianças, ambiente celebrativo (música, etc), entre outros.

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Parte do nosso almoço saiu das hortas do Centro Rural. A educação ambiental permeia todos os espaços e situações.

De volta ao trabalho…

Depois do almoço e de algum descanso, voltamos ao trabalho com o fase de montagem. Como escolhemos uma cúpula não muito alta e com uma complexidade baixa (dois tipos de peças), esta fase foi tranquila e muito divertida. Aperta parafuso aqui, entorta extremidade de cano ali e a cúpula vai se formando e assentando suas peças.

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Cúpula pronta!

Apesar de seu tamanho, a estrutura ficou suficientemente leve para que cinco pessoas pudessem carregá-la para seu destino final.
Ainda falta instalar a cobertura da cúpula que será feita com um sombrite. Parafusos e sombrite foram comprados pela Secretaria da Educação.

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Conclusão…

Finalizado o mutirão, a euforia era geral. Mutirão é uma daquelas atividade que você não consegue expressar com palavas. Tem que participar para entender. Os mutirões se beneficiam da força da cooperação e a sabedoria coletiva para transformar o trabalho árduo em algo produtivo, lúdico e celebrativo.

O produto do trabalho colaborativo vai, sempre, muito além das expectativas pois constroem, principalmente, NOVAS RELAÇṎES (entre pessoas e com o meio-ambiente, além de muitos outras relações sutis, difíceis de descrever).

Os próximos mutirões vem ai!…

Já estamos preparando os próximos mutirões. Entre eles uma cúpula de 4 metros e frequência 3, um canteiro bio-séptico, as construções de terra, as modificações sustentáveis no escritório do Rodrigo e do Cristiano (no centro da cidade). TODOS ESTÃO CONVIDADOS !!!

FOTOS DO MUTIRÃO:
http://picasaweb.google.com/lardocelar/MutiraoViveiroDeFloresCupulaGeodesica

Semeando um sonho – hortas urbanas

Por • 6 ago 2009 • Categoria: Prática, ProjetosNão há Comentários »

Se existe um assunto que me fascina, hoje em dia, é o de HORTAS URBANAS.
Hoje, ‘plantamos’ as primeiras sementes de um projeto relacionado a este fantástico assunto.

Ainda estamos esboçando os objetivos deste projeto, mas eles giram em torno de:

Criar um laboratório para o desenvolvimento de soluções em hortas agroecológicas urbanas, domésticas e comunitárias (terrenos baldios), baseado nos princípios da Permacultura, com o intuito de:

  • Aumentar a renda e a segurança alimentar das comunidades;
  • Complementar a oferta de produtos orgânicos nas redes locais de consumo consciente (vide “Opinião 2″ no post sobre “Consumo local e agroecológico”);
  • Promover a educação ambiental;
  • Criar uma rede de penetração (e laboratório) de soluções sustentáveis domésticas:
    • Tecnologias sociais (Aquecedores solares de baixo custo, Canteiros bio-sépticos, etc…);
    • Reciclagem e beneficiamento;
    • Entre outros…

Semana passada, fomos conhecer o terreno onde a Ong Instituto Ambiente em Foco irá (bio-)construir sua sede. Neste mesmo espaço (muito grande, por sinal), criaremos nossas hortas  experimentais.

Hoje, começamos a organizar o projeto e definir as primeiras ações.
Estamos na fase de criar a rede de informação e disponibilizar os primeiros recursos necessários.

Se você quiser contribuir (não estou falando de $), trocar informações ou saber mais deste projeto, ENTRE EM CONTATO!!

Assim que eu tiver novidades, vou postando aqui.

Considero que este é um dos principais projetos rumo aos objetivos descritos no post Diário de bordo.

De volta à ativa…e longe da selva de pedra

Por • 13 mai 2009 • Categoria: Filosofando, Notícias, ProjetosNão há Comentários »

Após algum “tempo sem tempo”, estou de volta à ativa…
Durante o período que estive ausente, muita coisa aconteceu…

Mudamos para Piracicaba (interior de SP)…
A Lu iniciou um projeto de pós-doutorado na ESALQ-USP (Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”) e, portanto, seria uma grande oportunidade de iniciarmos uma vida longe da grande metrópole. Eu adorei a idéia, pois meu trabalho é todo online e, portanto, não teria problema em continuá-lo em outra cidade.

Algumas vantagens foram alcançadas, com esta mudança, em relação ao nosso projeto de vida:

  1. Certamente, em São Paulo, acontecem muito mais eventos (palestras, cursos, oficinas,…) sócio-ambientais que em Piracicaba, mas por uma questão de escala, a sensação é de que aqui esteja rolando muito mais coisa. E tudo está a uma distância viável (e sem trânsito, é claro…rs).
  2. Em Piracicaba temos, em curtas distâncias, o meio urbano, peri-urbano e rural. Isso traz grandes vantagens para quem quer estudar soluções de sustentabilidade.
  3. Aqui temos a ESALQ-USP, que é uma escola de agronomia reconhecida como referência mundial no assunto. E agricultura é um assunto fundamental para as questões  sócio-ambientais.
  4. Estamos a, mais ou menos, 2 horas de São Paulo, o que nos possibilita estar sempre com nossa família, seja indo à metrópole ou, principalmente, recebendo-os por aqui.
  5. E a natureza….aaahhhh…a natureza… Sobre isso eu não preciso escrever, basta dar uma olhada nas imagens, no fim deste post.
  6. É importante ressaltar que Piracicaba não é um paraiso sócio-ambiental, nem um modelo de sustentabilidade. Longe disso! Existem inúmeros desafios para enfrentar e isso torna a cidade ainda mais interessante.

Resumindo: ganhamos em qualidade de vida, temos mais tempo para fazer as coisas que realmente achamos importantes, criamos um local de refúgio para amigos e parentes que querem dar um tempo na cidade grande, temos a oportunidade de estar em contato com o meio rural, estamos em uma cidade carente de soluções sócio-ambientais, entre muitas outras vantagens sutis…

Nos próximos posts vou contar um pouco dos eventos sócio-ambientais que já participamos nestes dois primeiros meses de Piracicaba.

E AGORA, AS IMAGENS…

Apoie esta idéia! Use sacolas retornáveis.

Por • 14 jan 2009 • Categoria: Arte & Reciclagem, Como Fazer, Consumo, Prática, Projetos1 Comentário »

Nós, que vivemos em São Paulo capital, temos a impressão de que estamos sempre correndo contra o tempo e, por isso, aderimos sem pestanejar a um estilo de vida prático.

O estilo de vida Paulista: comida congelada e industrializada, fast food, supermercados semanais ou diários, lanchinhos fora de casa, guloseimas e, assim, por onde vamos passando vamos consumindo algo que vem sempre acompanhado com uma sacola plástica.

O que fazer com elas?

Na maioria dos casos elas vão parar no lixo convencional, onde contaminam o solo e demoram anos para serem degradadas.
As sacolas plásticas também são, irresponsavelmente, jogadas em ruas e praças públicas. Na época de chuvas fortes, as sacolas plásticas são freqüentemente encontradas boiando nos rios e córregos, obstruindo bueiros e canalizações, prejudicando a vazão da água e favorecendo as enchentes em algumas regiões da cidade.

Vários países estão tomando providências para reduzir o uso destas sacolas ou substituí-las por materiais biodegradáveis que causem menos impacto ao ambiente. Infelizmente, no Brasil nada tem sido feito para minimizar o problema.

Assim, não adianta ficar esperando atitudes do governo. Todos nós temos que assumir nossa responsabilidade na preservação do planeta. Então, não deixe para amanhã. Faça a sua parte!

Dicas para reduzir ao máximo a utilização de sacos e sacolas plásticas:

! SEMPRE UTILIZE SACOLAS RETORNÁVEIS para fazer suas compras.

! Caso seja indispensável o uso de sacolas plásticas, RECICLE AS SACOLAS OU DESTINE A INSTITUIÇÕES DE RECICLAGEM.

! REPENSE SUAS ATITUDES . Se você for a uma loja de conveniência e comprar um chocolate ou um refrigerante, provavelmente, você sairá de lá com uma sacola plástica que irá descartar em menos de 5 minutos. Assim, sempre que necessitar comprar algo, verifique se o produto que você comprou não cabe na sua bolsa ou pode ser carregado na mão e, então, dispense a sacola plástica.

Saiba mais assistindo a reportagem abaixo.

As SACOLAS RETORNÁVEIS já estão disponíveis em vários supermercados, lojas, feiras de artesanato, etc.
Você também pode fazer uma sacola retornável reutilizando as sacolas plásticas.  Croché de Sacolas Plásticas
O Blog ARTE EM RECICLAR também dá várias dicas de onde adquirir sacolas retornáveis e como reciclar sacolas plásticas.

Aldeia Sustentável

Por • 6 dez 2008 • Categoria: Prática, ProjetosNão há Comentários »

O Aldeia Sustentável é uma rede social recém nascida. O projeto foi idealizado pela Paula do blog Rastro de Carbono e pela Cláudia do blog Ecodesenvolvimento. Eu ajudei a implementar as funcionalidades.

Ação -> Experiência -> Transformação

O projeto consiste, inicialmente, em prover ferramentas de rede social online, para que seus membros enviem textos, fotos e vídeos de ações sustentáveis pessoais (entre os dias 1 à 7 de dezembro). Após o evento, discutiremos, entre os membros, os próximos passos para a construção de uma rede social ambiental permanente.

Vale conferir!! Quem sabe a gente não se acostuma? Começamos com uma ação sustentável, depois, um dia sustentável, uma semana, um mês, um ano….um individuo, um grupo, vários grupos, um planeta.

Abraços

Projeto 'Engajados' – Rede Social Sócio Ambiental

Por • 5 dez 2008 • Categoria: ProjetosNão há Comentários »

Imagine uma fazenda onde as pessoas plantam idéias que florescerão do trabalho colaborativo de uma comunidade engajada. Esta é a idéia central do projeto Engajados.com.br.

O projeto ‘Engajados’ (tirei este projeto da gaveta e disponibilizo o PDF [AQUI]) consiste em desenvolver, manter e divulgar ferramentas que facilitem o desenvolvimento de projetos sócio-ambientais de forma colaborativa. O ‘Engajados’ será uma rede social online (comunidade virtual) que reunirá pessoas, ferramentas e projetos sócio-ambientais.

Quem estiver interessado em conhecer melhor o projeto, basta baixá-lo [AQUI].

O projeto ainda está na fase de recolhimento de idéias e reunião de colaboradores, portanto, comentários, sugestões e críticas são muito bem vindos (na verdade, são fundamentais!).

Os interessados em colaborar podem me contactar pelo email: ricardo@ecosofando.com.br, comentando este post ou utilizando o formulário de contato do blog.

Abraços

Projeto ‘Engajados’ – Rede Social Sócio Ambiental

Por • 5 dez 2008 • Categoria: ProjetosNão há Comentários »

Imagine uma fazenda onde as pessoas plantam idéias que florescerão do trabalho colaborativo de uma comunidade engajada. Esta é a idéia central do projeto Engajados.com.br.

O projeto ‘Engajados’ (tirei este projeto da gaveta e disponibilizo o PDF [AQUI]) consiste em desenvolver, manter e divulgar ferramentas que facilitem o desenvolvimento de projetos sócio-ambientais de forma colaborativa. O ‘Engajados’ será uma rede social online (comunidade virtual) que reunirá pessoas, ferramentas e projetos sócio-ambientais.

Quem estiver interessado em conhecer melhor o projeto, basta baixá-lo [AQUI].

O projeto ainda está na fase de recolhimento de idéias e reunião de colaboradores, portanto, comentários, sugestões e críticas são muito bem vindos (na verdade, são fundamentais!).

Os interessados em colaborar podem me contactar pelo email: ricardo@ecosofando.com.br, comentando este post ou utilizando o formulário de contato do blog.

Abraços