'Não é demonstração de saúde ser bem ajustado a uma sociedade profundamente doente.' - J. Krishnamurti

Posts da categoria ‘Prática’

Cestas Natalinas

Por luciane • 7 nov 2009 • Categoria: Arte & Reciclagem, Como Fazer, Consumo, PráticaNão há Comentários »

Neste natal, aproveite as dicas de reciclagem para fazer lindos arranjos natalinos.
Segue abaixo algumas dicas para reciclagem de jornal e reaproveitamento de fitas e enfeites do natal passado.

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A cesta foi feitas com canudos de jornal pintados com guache e decoradas com fitas, pinhas, bolas de natal e bombons.

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Cesta de natal pequena, feita com canudos de jornal pintados com guache e decorada com fitas e enfeites natalinos reaproveitados.

Boas idéias para o reaproveitamento de materiais

Por luciane • 7 nov 2009 • Categoria: Arte & Reciclagem, Como Fazer, Consumo, Prática2 Comentários »

Porta Jóias feito com canudos de jornal pintados com tinta guache verde e branca.

O que é nota fiscal paulista?

Por luciane • 7 nov 2009 • Categoria: Consumo, PráticaNão há Comentários »

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Em outubro de 2007 o Governo do Estado de São Paulo criou o Programa de Estímulo à Cidadania Fiscal através do projeto da Nota Fiscal Paulista com o objetivo de incentivar aos cidadãos (consumidores) o hábito de exigir do estabelecimento comercial o documento fiscal (a nota ou o cupom fiscal). Segundo o governo, os consumidores identificados pelo CPF ou CNPJ, no momento da compra, vão receber créditos e ainda vão se habilitar a concorrer a prêmios.

Toda vez que vamos pagar nossas compras em um estabelecimento comercial, o caixa nos pergunta:  Vai querer nota fiscal paulista?
Nós, morrendo de pressa, respondemos mais que depressa: NÃO! Como quem diz a opção mais rápida minha filha.
Depois, nos queixamos que o sistema não funciona e colocamos a culpa toda sempre nos políticos, nas empresas ou no outro. Quando é que vamos assumir nossas responsabilidades?

Não estou aqui defendendo nenhum político ou empresa, só estou alertando que o mundo nunca vai melhorar se você não fizer a sua parte. Se nós sempre acharmos que a nossa atitude e a nossa postura diante da vida não vai mudar o “sistema” e continuarmos a fazer a coisa errada só porque todo mundo faz, o mundo realmente não vai mudar nunca.
Você não vai ficar rico pedindo a nota fiscal paulista, mas com certeza vai ajudar a combater a sonegação de empresas. E quem sabe, se tivermos um pouco de boa vontade política, este dinheiro vai ser bem investido.

Eu sei que aqui no Brasil nem sempre as perspectivas são boas, mas se nos apoiarmos nisto para fazer a coisa errada, o Brasil nunca vai mudar mesmo. Por isso, exerça sua cidadania. Faça sua parte. Se cada um de nós fizermos a nossa parte, a mudança será inevitável.

Eu ainda acredito que podemos construir uma história diferente, com mais justiça, mais igualdade, mais solidariedade, mais qualidade de vida, mais amor. Somos vítimas de nossas próprias atitudes. Se nossas atitudes nos trouxeram até aqui porque elas não podem nós conduzir a um futuro melhor?

EXERÇA SUA CIDADANIA

Primeiro você deve fazer uma solicitação de cadastramento
Toda vez que você for às compras solicite a nota fiscal paulista.

https://www.nfp.fazenda.sp.gov.br/login.aspx

CPF – Solicitação de cadastramento
Você pode consultar seus créditos através do site da receita.

Informações:

http://www.brasiltech.net/informatiquez/2008/02/15/nota-fiscal-paulista-saiba-como-funciona-e-ganhe-dinheiro-exigindo-seus-direitos/

Esta é minha opinião hoje, não tenho um conceito fechado sobre nenhum assunto, assim eu posso mudar de idéia se você me der bons argumentos para isto. Espero que vocês contribuam com sua opinião!

Semeando um sonho – hortas urbanas

Por ricardo • 6 ago 2009 • Categoria: Projetos, PráticaNão há Comentários »

Se existe um assunto que me fascina, hoje em dia, é o de HORTAS URBANAS.
Hoje, ‘plantamos’ as primeiras sementes de um projeto relacionado a este fantástico assunto.

Ainda estamos esboçando os objetivos deste projeto, mas eles giram em torno de:

Criar um laboratório para o desenvolvimento de soluções em hortas agroecológicas urbanas, domésticas e comunitárias (terrenos baldios), baseado nos princípios da Permacultura, com o intuito de:

  • Aumentar a renda e a segurança alimentar das comunidades;
  • Complementar a oferta de produtos orgânicos nas redes locais de consumo consciente (vide “Opinião 2″ no post sobre “Consumo local e agroecológico”);
  • Promover a educação ambiental;
  • Criar uma rede de penetração (e laboratório) de soluções sustentáveis domésticas:
    • Tecnologias sociais (Aquecedores solares de baixo custo, Canteiros bio-sépticos, etc…);
    • Reciclagem e beneficiamento;
    • Entre outros…

Semana passada, fomos conhecer o terreno onde a Ong Instituto Ambiente em Foco irá (bio-)construir sua sede. Neste mesmo espaço (muito grande, por sinal), criaremos nossas hortas  experimentais.

Hoje, começamos a organizar o projeto e definir as primeiras ações.
Estamos na fase de criar a rede de informação e disponibilizar os primeiros recursos necessários.

Se você quiser contribuir (não estou falando de $), trocar informações ou saber mais deste projeto, ENTRE EM CONTATO!!

Assim que eu tiver novidades, vou postando aqui.

Considero que este é um dos principais projetos rumo aos objetivos descritos no post Diário de bordo.

Ecos do cerrado

Por ricardo • 14 jul 2009 • Categoria: Filosofando, Prática2 Comentários »

Imagine um cenário futurístico que mescle construções estranhas (geodésicas, parabolóides hiperbólicas…) e equipamentos esquisitos. Acrescente uma flora marcante e uma fauna abundante (tucanos, borboletas, morcegos, calangos,…). Adicione belas paisagens, como um por de sol de tirar o fôlego. Imagine, também, um grupo de pessoas totalmente diversificado. Diferentes culturas, diferentes idiomas, diferentes ideologias e objetivos, mas com algo em comum, um desejo enorme de construir habitações com o mínimo de impacto ambiental. Imaginou? Ainda assim é pouco para entender o que ocorreu no Bioconstruindo 2009, que aconteceu do dia 5 até o dia 12, deste mês, no Ecocentro IPEC, em Pirenópolis-GO.

O IPEC (Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado) é um centro de excelência em sustentabilidade que reúne um ecocentro e uma ecovila (assentamento humano de impacto sócio ambiental positivo), totalmente estruturados sob a luz da Permacultura. Entre os diversos cursos e vivências oferecidas pelo instituto, os três mais conhecidos são o PDC (Permacultura – Design e Consultoria), o Ecovilas e o Bioconstruindo, no qual eu fiz parte, este ano.

Neste curso, foram oferecidas oficinas e palestras sobre as técnicas de bio-construção. Técnicas sociais eficientes, sustentáveis e em contínuo desenvolvimento. Construímos paredes, jardins sobre telhados, cisternas de captação de água da chuva, canteiros bio-sépticos para tratamento de águas cinzas e negras, e construímos, principalmente, novas relações. Construímos relações inéditas com a natureza, com o habitar, com o cooperar, com o próximo, com o “nem tão próximo”, com o celebrar, com a vida.

É incrível ver emergir, a olhos vistos, estruturas magníficas, pelas mão nem sempre coordenadas e sincronizadas de um grupo que pensa diferente, mas trabalha em conjunto, numa dança de erros e acertos que só se mostra perfeita quanto avistamos sua totalidade.

É verdade…essa semana mexeu comigo…será que é isso que chamam de experiência mística?

Construí amizades que mesmo que não durem para sempre, com certeza, nunca serão esquecidas, pois fazem parte de mim.

Mas construí, principalmente, uma certeza……é possível “bio-construir” uma nova sociedade.

Essa nova sociedade deve nascer, não de iniciativas centralizadas, controladas e coordenadas, mas de um número incontável de novas relações entre as pessoas e entre as pessoas e o meio ambiente. Não deve acontecer rapidamente, mas no tempo da natureza, onde as coisas amadurecem no tempo certo. Não é uma nova sociedade em suas partes, mas em como essas partes se organizam como um todo.

Eu sei…Eu sei…é muita coisa para concluir em uma semana.
Claro, esta experiência intensa só veio “colocar os pingos nos is” em algo que já estava surgindo dentro de mim.

Como é bom ter uma experiência nova e especial em uma vida marcada pela rotina e pelo desenvolvimento individual.

Valeu a pena! Já voltei para a cidade, mas ainda vou ouvir, por muito tempo, os ecos do cerrado…

MINHAS FOTOS DO BIOCONSTRUINDO 2009

MAIS FOTOS DO BIOCONSTRUINDO 2009

Para saber mais:

Reciclagem no escritório

Por luciane • 4 jun 2009 • Categoria: Arte & Reciclagem, Como Fazer, Prática2 Comentários »

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Vários materiais podem ser reutilizados para fazer objetos de escritório.

Como fazer porta lápis reutilizando folhas de jornal

Como fazer porta lápis reutilizando garrafas PETs

Porta lápis de mosaico usando papelão e CDs velhos.

Objetos de decoração usando materiais recicláveis

Por luciane • 4 jun 2009 • Categoria: Arte & Reciclagem, Como Fazer, Prática18 Comentários »

Flores de PETArranjo de FloresCesto feito com canudos de jornal.passaro

Podemos fazer vários objetos de decoração usando resíduos domésticos, tais como: garrafa PET, caixa de ovo, caixa de papelão, jornais e revistas velhos, CDs, etc (vide exemplos acima).

As bases do vaso e do cesto foram feitas com papelão encapado com jornal e pintado com tinta guache verde escuro. O vaso foi feito com canudos de jornal previamente pintados com guache verde escuro. Os detalhes foram feitos com tinta relevo verde e utilizamos verniz acrílico para impermeabilização. Saiba mais sobre a técnica.

As flores vermelhas grandes (tulipa) foram feitas usando fundo de garrafa PET, papel machê e tinta guache vermelho. O outro tipo de flor foi feita com caixa de ovo pintada com guache. A haste das flores foi feita com palito de bambu encapado com papel crepom.

Dica: Aprenda a fazer uma luminária com papelão e folhas de jornal com o artesão Luiz Freire

Cachepô feito com jornal

Por luciane • 4 jun 2009 • Categoria: Arte & Reciclagem, Como Fazer, Prática3 Comentários »

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Reaproveite jornais velhos para fazer um lindo cachepô. Assim, você contribui para o meio ambiente, reciclando os jornais velhos e reduzindo o consumo de produtos industrializados.

Para fazer a base, corte dois círculos de papelão usando um vaso como molde. Encape os círculos com jornal.

Distribua vinte e dois canudos em 21 posições (dois canudos ficarão sobrepostos), de forma eqüidistante, e cole entre os dois círculos de papelão. É a partir desta posição que se deve iniciar o trançado dos canudos de jornal.

Depois de terminado, o cesto deve ser pintado com uma demão de tinta latex branca. Deixe secar por 2 horas.

Após a secagem, pinte o cesto com tinta guache marrom e com um pano úmido retire a tinta ainda úmida das partes sobressalentes do trançado, dando um efeito de desgastado.

Impermeabilize o cachepô com verniz acrílico.

Mais: Cachepô  passo-a- passo por Fátima Monfredine

Consumo local e agroecológico – saúde e solidariedade são os pratos do dia (parte 2)

Por ricardo • 16 mai 2009 • Categoria: Consumo, Filosofando, Prática4 Comentários »

Continuando o post anterior, eu gostaria de abordar as bases estruturais e as dificuldades enfrentadas, discutidas no evento “Troca de experiências entre alianças urbano-rurais”, promovido pelo SESC-Piracicaba.

Sobre as redes de produção e consumo…

As bases estruturais, comuns, entre as redes de produção e consumo de produtos locais agroecológicos, apresentadas neste debate, foram:

  • Formação de rede de produtores locais (fornecedores);
  • Formação de núcleo de consumos (consumidores);
  • Respeito aos princípios da agroecologia, da economia solidária, do comércio justo e do consumo responsável;

Muitos aspectos deste debate me chamaram atenção e, aqui, destaco alguns deles:

  • Muitos produtores da rede não são certificados como produtores orgânicos (pelo custo da certificação, acesso às informações, entre outros motivos). Porém, durante o processo de incubação destes produtores, eles são examinados, instruídos e monitorados, garantindo, assim, a boa procedência de seus produtos;
  • Achei muito interessante um comentário de uma das produtoras rurais que fazem parte da rede de Piracicaba (correção: esta produtora se chama Ana , faz parte da rede de São Paulo e pertence ao projeto Mãos e Mentes de Parelheiros): “Não é porque você não estuda que você vai para a roça, para ir para a roça você tem que estudar” – mostrando sua preocupação com a reciclagem de conceitos, o que é fundamental para a mudança da produção tradicional para a agroecológica;
  • Ficou muito claro, por diversas declarações, que os assuntos agroecologia e solidariedade, são inseparáveis no contexto destas redes;

Algumas das dificuldades…

Algumas dificuldades para manter e ampliar o acesso e a penetração destas redes em nossa sociedade foram discutidas durante o evento. Destaco algumas delas:

  • Ainda não existe uma organização técnica entre estes produtores, e isso é algo que é almejado pela rede de Piracicaba, formada, principalmente, por profissionais de agronomia;
  • O problema de percepção do consumidor. Existe uma idéia comum de que os produtos orgânicos são artigos de luxo. Isso acontece muito porque os produtos orgânicos que temos contato, no dia-a-dia, são aqueles na prateleira do supermercado. Os preços, formados nesta situação, são conseqüência de uma seqüência interminável de atravessadores e custos de transporte e armazenagem. Diferentemente, os produtos agroecológicos locais, comprados diretamente do produtor, têm os seus preços compostos pelo preço do produtor e um elemento de manutenção das redes de distribuição (baseados no conceito da Economia Solidária). Os preços dos produtos orgânicos da rede, portanto, equivalem ao preço dos produtos tradicionais.
  • O problema da expectativa do consumidor (I). Vivemos em uma sociedade que valoriza a estética sobre a saúde. A fantástica aparência dos produtos tradicionais, muitas vezes alcançada por meio da utilização de grande número de substâncias tóxicas, é um atrativo poderoso, aos olhos do consumidor. Alguns produtores optam pela produção tradicional e a utilização de agrotóxicos para adequar sua produção aos padrões de “qualidade” definidos pela mídia e pelo consumidor;
  • O problema da expectativa do consumidor (II). Perdemos a noção dos ciclos naturais. Achamos que a natureza produz qualquer coisa, a qualquer momento, em qualquer quantidade.  A produção agroecológica respeita estes ciclos, portanto, não pode oferecer todos os produtos que o consumidor deseja, na hora que deseja;
  • No caso de Piracicaba, existe uma carência enorme de produtores agroecológicos locais, para formação das redes de produção. Conseqüentemente, a oferta e diversidade de produtos, comercializados pelas redes, ainda são muito pequenas;

Opinião 1…

Gostaria de incluir mais um aspecto que dificulta a adoção de um consumo responsável, destes produtos. Percebi, durante o evento e pela experiência como consumidor da rede, uma tendência à crença de que o consumidor destes produtos tenha que ser um consumidor consciente, engajado e “mente aberta”. Não discordo que, para adotar estas práticas, o sujeito deva estar aberto a experiências. Porém, não acho que estas iniciativas devam mirar somente este perfil. Aliás, eu acho que elas devem privilegiar ações para atingir o “consumidor inconsciente” e cheio de preconceitos (educando e criando estratégias para isso). Pois esta é a grande massa e, se apontarmos para ela, vamos ter uma grande chance de atingir todos os públicos. Digo isso pois deixei de consumir alguns produtos da rede (e consequentemente, comecei a comprar nas grandes redes) pois as dúvidas que enviei, sobre conservação do produto entre outras questões, não foram respondidas. Se queremos formar uma rede de consumidores conscientes temos que tratar muito bem o consumidor. Pois ser inconsciente é MUITO mais fácil.

Opinião 2…

Quanto à falta de diversidade e oferta de produtos orgânicos, eu gostaria de deixar uma idéia no ar… O conceito de horticultura comunitária (horta doméstica e coletiva, urbana ou peri-urbanas, em comunidades carentes) não poderia ser uma solução perfeita para este problema? Além de aumentar a oferta e a diversidade de produtos agroecológicos causaria um enorme efeito social, aumentando a segurança alimentar e a renda destas comunidades carentes.

Você acha que horticultura urbana agroecológica é uma utopia? Então conheça o caso de Cuba, que precisou se adaptar totalmente, após a queda da União Soviética, no chamado Período Especial. Seguem alguns textos e vídeos sobre este assunto:

O exemplo de Cuba
Agroecologia en Cuba (em espanhol): parte 1, parte 2 e parte 3
Urban Food Growing in Havana, Cuba (em inglês)

Para saber mais…

Para saber mais sobre este assunto ou se tornar um consumidor mais saudável e solidário, seguem os dados das redes presentes no evento:

Sementes da Paz (São Paulo):
http://www.moradadafloresta.org/content/blogsection/9/39/
http://atitudeeco.com/site/?page_id=302

Rede de Produção e Consumo Solidário (Piracicaba):
http://www.terramater.org.br/rede

Consumo local e agroecológico – saúde e solidariedade são os pratos do dia (parte 1)

Por ricardo • 15 mai 2009 • Categoria: Consumo, Filosofando, Prática2 Comentários »

Adoro debater sobre atitudes que geram grandes impactos em rede. O consumo de produtos locais agroecológicos é um dos meus assuntos preferidos.

Nos mês passado, participei de um encontro chamado “Troca de experiências entre alianças urbano-rurais”, promovido pelo SESC-Piracicaba. Neste evento estavam presentes a Rede Sementes da Paz (São Paulo), a Rede de Produção e Consumo Solidário (Ong Terramater – Piracicaba), o movimento Slow Food de Piracicaba, alguns produtores rurais, além de vários curiosos (como eu).

A Rede de Produção e Consumo Solidário eu já conhecia, pois compro seus produtos desde que me mudei para Piracicaba. Toda sexta-feira, eu faço minha lista de pedidos e envio pela internet. Toda terça-feira, busco os alimentos locais e agroecológicos, fresquinhos, no ponto de coleta.

A Rede Sementes da Paz eu conheci quando fui comprar as minhocas para o meu vermicompostor, na ecovila urbana Morada da Floresta, que é um dos núcleos de distribuição dos produtos da rede.

Já o Slow Food, que é um movimento de resgate às nossas tradições gastronômicas e das relações humanas relacionadas à alimentação (como reunir a família e os amigos para um jantar), eu só tinha conhecimento por artigos de internet. O Slow Food foi criado na Itália em 1986 e seu nome foi desenvolvido como um protesto ao Fast Food.

Os benefícios do consumo orgânico local…

Os benefícios de uma alimentação orgânica (agro-ecológica, como é preferível chamá-la, atualmente) para a saúde, já é bem difundida. Sabemos que a ausência de elementos provenientes dos pesticidas e os outros agrotóxicos trás grandes benefícios a nossa saúde.

Sabemos, também, que o consumo de produtos agroecológicos locais, tem um importante papel ambiental, seja pela eliminação do uso de substâncias poluentes que desequilibram os ciclos naturais, seja pela redução na emissão de gases relacionados ao aquecimento global (GEE), pois os produtos não precisam de transporte de longa distância.

Porém, os benéficos sociais desta prática, ainda são desconhecido pela grande maioria. Consumir produtos comprados diretamente do produtor aumenta a chance de sobrevivência destas comunidades e famílias que, na ausência destas iniciativas, têm que se submeter às regras absurdas das grandes redes de comercialização e da pressão que os inúmeros atravessadores exercem sobre o preço de venda do seu produto. Os agricultores familiares acabam tendo que pagar para trabalhar e muitos destes acabam, inevitavelmente, interrompendo sua produção (tanto para consumo próprio, quanto para comercialização) em busca de uma nova forma de ganhar a vida. Muitos outros problemas sociais e ambientais podem surgir a partir deste cenário.

Existe um outro aspecto social envolvido no consumo destes produtos, relacionado ao momento da retirada dos produtos encomendados. Todos os consumidores devem buscar seus produtos em um determinado núcleo de distribuição. Esta interação entra consumidores (e alguns produtores) cria algumas relações interessantes e fortalece o grupo, como um todo.

Portanto, consumir produtos agroecológicos locais tem um impacto positivo imenso na rede de relações humanas e ambientais, que formam a nossa realidade.

VAMOS ADERIR A CAUSA?!!

Para saber mais…

Para saber mais sobre este assunto ou se tornar um consumidor mais saudável e solidário, seguem os dados das redes presentes no evento:

Sementes da Paz (São Paulo):
http://www.moradadafloresta.org/content/blogsection/9/39/
http://atitudeeco.com/site/?page_id=302

Rede de Produção e Consumo Solidário (Piracicaba):
http://www.terramater.org.br/rede