'Não é demonstração de saúde ser bem ajustado a uma sociedade profundamente doente.' - J. Krishnamurti

O Ecosofando... Refletir a maneira como nós, pessoas comuns, absorvemos e reagimos aos alertas e informações científicas sobre o meio-ambiente, popularizar estas informações e contar experiências sócio-ambientais do cotidiano é o objetivo central deste blog.

Saber mais»
Gawker Artists

Nossa Sociedade é Nosso Carma

Por • 10 nov 2011 • Categoria: Consumo, Filosofando, Prática1 Comentário »

O conceito de Carma, fundamental para muitas religiões e filosofias orientais, já foi adotado pelo ocidente e está presente em nosso dia-a-dia.

Não tenho a pretensão de analisar, neste texto, o ponto de vista religioso do conceito de Carma, porém gostaria de propor uma abordagem pragmática desta ideia que parece ser muito útil para nossa sociedade.

Muitos de nós utilizamos a interpretação, emprestada da física, de “Ação e Reação” ou “Causa e Efeito”, para explicar este conceito, da seguinte forma: “Para toda ação existe uma reação de força equivalente em sentido contrário”.

Para muita gente, entretanto, Carma é algo ou alguém que temos que suportar por termos feito algo de ruim, no passado. “Esse é meu Carma” – muitos dizem…

Eu gosto muito da interpretação que diz que “Carma é uma semente que plantamos e que vai nos render frutos (positivos ou negativos), no futuro”.

A palavra Carma tem origem na língua sânscrita e significa “AÇÃO“.
Partindo do princípio que as palavras ancestrais sempre carregavam um significado mais amplo e sistêmico (holístico), podemos intuir que ela inclua tanto o ato de agir, como todo o desdobramento desta ação e, inclusive, a rede de eventos que a possibilitaram ou nos conduziram a ela.

Enxergando por este prisma, podemos entender que cada atitude que tomamos produz uma reação em cadeia criando ou fortalecendo relações entre diversos elementos do sistema.

Por exemplo, quando consumimos determinado produto, fortalecemos as relações que possibilitaram que este produto chegasse às nossas mãos. Dentro destas relações, podemos citar a forma como os recursos foram extraídos da natureza, o modelo de trabalho ao qual são submetidas as pessoas que produzem este bem, a forma que este produto foi trazido até nós, as possibilidades de reaproveitamento dos recursos utilizados em sua fabricação, entre muitas outras relações socioambientais que fazem parte desta rede.

O conceito de Carma não se restringe as nossas ações de consumo. Quando damos aquele dinherinho para que o guarda nos libere de uma blitz na estrada (o chamado “cafezinho”) ou quando queremos “agilizar” um processo normalmente lento, também estimulamos a construção de estruturas, nesta rede, que perpetuam este comportamento.

Este conceito vale, igualmente, para ações positivas. Quando optamos por consumir produtos agrícolas orgânicos, familiares e locais, incentivamos este tipo de produção, geramos renda no campo evitando o êxodo rural, desestimulamos a existência dos atravessadores, ficamos menos doentes, e assim seguido por uma explosão de eventos positivos iniciados por nossa ação.

Portanto, analisando este cenário de forma mais ampla, compreendemos que o sistema como um todo, se configura como um reflexo de nossas ações (Carma). Nossa sociedade, portanto, é resultado do carma produzido por todos nós. Podemos, então, dizer que nossa sociedade é “nosso Carma”. Somos responsáveis por ela e, portanto, podemos remodelá-la a partir da constante produção de Carma positivo.

Mas, como vimos anteriormente, para produzir Carma positivo não basta ter uma ação positiva. Temos que nos preocupar com os eventos que a seguirão. Muitas vezes optamos por uma atitude que consideramos benéfica, mas ela acaba produzindo conexões indesejadas, por não conseguirmos enxergar o processo claramente, seja pela sutileza destas conexões, seja pela distância que estamos de onde elas acontecem. Nestes casos o “positivo” se torna “negativo” durante o processo.

Mas como posso me responsabilizar por algo tão complexo? Optando pelos processos mais simples.

Na minha cidade, tenho a opção de comprar alimentos orgânicos em uma grande rede de supermercados ou em uma rede de produtores e consumidores locais. Sem me armar de pré-julgamentos eu diria que a maior diferença entre estas duas opções é a complexidade inerente aos seus processos.

A cadeia de eventos gerada pela opção local é muito mais palpável, enquanto o longo processo da grande rede de supermercados é quase intangível (produção, comercialização, transporte, distribuição, atendimento, etc).
Analisando desta forma, prefiro escolher os produtos orgânicos da rede local, pois me permite acompanhar todas as fases do processo.

Portanto, manter a cadeia de eventos de suas ações dentro de um raio possível de “enxergar” é uma forma viável de nos responsabilizarmos pelo Carma produzido.

Na verdade, este é só um dos aspectos positivos da chamada re-localização de ações, pois estes processos mais simples e localizados criam relações muito mais intimas entre as pessoas, e entre as pessoas e a natureza. São relações ricas em experiências que é a matéria prima fundamental na construção de estruturas ainda mais positivas.

Você já parou para pensar no Carma que está produzindo?


Uma onda invade Piracicaba – Movimento das Cidades em Transição

Por • 29 set 2011 • Categoria: Filosofando, ProjetosNão há Comentários »

Antes da onda…

Desde que cheguei a Piracicaba, tive a oportunidade de participar de várias atividades socioambientais interessantes, articuladas por diversos organismos locais, cada uma delas com diferentes graus de impacto, mas todas proporcionando experiências super enriquecedoras. Porém, o que estas atividades mais me proporcionaram foram amigos. Amigos super engajados e com trabalhos fantásticos desenvolvidos pelos grupos dos quais eles participam. Tive, também, a oportunidade de notar que apesar destes grupos locais terem filosofias e metodologias próprias, seus objetivos são muito parecidos (apontando para a construção de uma sociedade mais justa e harmônica, com igualdade, respeito à natureza, entre outras inúmeras similaridades). E este não é um desejo exclusivo das organizações do terceiro setor ou dos empreendedores sociais, mas de uma grande parcela da sociedade. Fiz muitos outros amigos que gostariam de dedicar sua energia e doar suas habilidades na construção deste objetivo comum, mas não sabiam por onde começar.
Portanto, no cenário socioambiental de Piracicaba, enxergávamos uma vasta coleção de iniciativas interessantes e uma grande quantidade de indivíduos com desejo de engajar-se, mas havia pouca conexão, comunicação ou articulação entre as diversas iniciativas,  onde haviam claras oportunidades para isso.

Esta questão foi pauta de diversos bate-papos, onde percebemos a urgência de se debater estratégias para conectar, comunicar, divulgar todas as iniciativas existentes, além de otimizar e reutilizar essa energia circulante. Era preciso, também, criar mecanismos para aproveitar o desejo de engajamento da sociedade civil, desenvolvendo ferramentas colaborativas/participativas que funcionassem como catalisadores da mudança a partir dos anseios da comunidade local.

Com esta ideia fixa na cabeça, começamos a organizar uma metodologia que apelidamos de “@Rede”, sob o slogan: “Desfiar uma sociedade de consumo competitiva para tecer uma sociedade de abundância cooperativa”.

Pensamos em um movimento, não em uma instituição. Sem proprietários ou propriedades. Um organismo que existiria somente como resultado do fluxo de energia entre seus membros (recursos, informação, comunicação, valores) e que, portanto, não teria corpo próprio, não poderia reter energia ou comandar. Um movimento que criaria um vetor de mudança, como resultado de esforços (muitas vezes independentes) apontados para uma direção comum.

As metas principais desta metodologia seriam:

  • Criar um canal de comunicação e articulação entre todas as iniciativas e indivíduos engajados em causas socioambientais;
  • Compartilhar princípios e objetivos (a partir de um manifesto vivo, construído e mantido pela comunidade local);
  • Estimular a cultura do empreendedorismo social (onde o empreendedor apoia o movimento, a partir de suas habilidades e sua rede, muitas vezes direcionando o foco do seu negócio para as demandas do movimento);
  • Compartilhar ferramentas com capacidade de potencializar os esforços existentes e construir novas iniciativas inovadoras.

Entre os exemplos de ferramentas coletivas,  podemos destacar: mapeamentos socioambientais, moedas sociais (locais e de rede), redes de micro financiamentos colaborativos (crowdfunding), utilização das mídias sociais para  engajamento, rede de empreendedorismo social, e todas estas ferramentas conectadas entre si (e a outras), em um grande movimento sinergético de colaboração mútua.

A onda…

Tudo estava caminhado muito bem, até sermos arrebatados por uma onda de proporções gigantescas, originada nos mares do norte (já com passagem por algumas cidades brasileiras). Mas esta não é uma onda comum, é uma onda que está inundando vários lugares do mundo com engajamento, consciência, participação e, principalmente, uma visão positivista de que podemos, com a força da nossa comunidade e a partir de mudanças em nossos hábitos do cotidiano, construir uma sociedade, realmente, sustentável.

Esta onda tem nome: Movimento das Cidades em Transição (Transition Towns).

Este movimento foi uma grata surpresa para nós, não só por abraçar os conceitos que estávamos propondo (na @Rede), mas por carregar uma experiência extremamente valiosa (capital intelectual), propondo uma série (continuamente incrementada) de ferramentas e boas práticas, vigentes em sua rede de mais de 352 cidades em transição, espalhadas por 31 países.

O Movimento das Cidades em Transição

“O movimento das Cidades em Transição (Transition Towns) foi criado pelo permacultor inglês Rob Hopkins com o objetivo de transformar as cidades em modelos sustentáveis, menos dependentes do petróleo, mais integradas à natureza e mais resistentes a crises externas, tanto econômicas como ecológicas.”

O objetivo central do movimento é a busca pela resiliência comunitária. Resiliência é a capacidade de um organismo de suportar crises.
As crises mais debatidas no movimento são: o pico do petróleo (e seus impactos sobre uma sociedade dependente deste recurso), o aquecimento global e a desigualdade social. Acrescentamos, na nossa interpretação local, a crise de percepção (que envolve questões relacionadas a modelo de consumo, modelo de saúde e educação, entre outras).

A ferramenta prioritária do movimento é a “relocalização” que pode ser entendido como o fortalecimento das economias locais. A “relocalização” envolve a criação de mecanismos de produção, distribuição, consumo e empreendedorismo em geral, localizados nas comunidades e utilizando recursos locais. Ela trata, também, do desenvolvimento de opções de lazer, saúde, educação e etc, sem que haja a necessidade de deslocamento por distâncias que exijam meios de transporte.

É importante notar como o fortalecimento da economia local facilita a resolução de outros problemas que tanto debatemos. Por exemplo, não é muito mais fácil discutir mobilidade urbana, quando as pessoas, seus empregos e suas necessidades estão por perto? Qual seria o preço dos produtos orgânicos se não houvesse a necessidade de transportá-los por grandes distâncias, se não existissem os atravessadores e a produção tivesse a escala que sua comunidade necessita? E existe sensação de segurança maior do que viver em uma comunidade onde as pessoas se conhecem e interagem entre si?

Outros pilares de transição são: cooperação, participação, positivismo e confiança nas escolhas da comunidade.

Surfando na onda…

Quando recebemos as boas novas, advindas do Movimento de Transição, percebemos que não havia necessidade de nos desviarmos do caminho, já iniciado com @Rede, para entrarmos no caminho de transição. O que fizemos foi transformar os conceitos da @Rede em ferramentas para dar suporte ao Movimento.
A partir dai, iniciamos os 12 passos, sugeridos na Rede de Transição, normalmente executados pelas iniciativas em estágio inicial (vide o tópico “para saber mais”, abaixo).

O primeiro passo tem o seguinte enunciado: “#1. Estabelecer um grupo para a direção e preparar sua dissolução desde o início” e consiste em reunir pessoas que terão o papel de animar o movimento até que ele obtenha massa crítica, quando o grupo deve ser dissolvido e seus membros realocados para grupos de trabalho estabelecidos pela comunidade.
É muito interessante o conceito de dissolução aparecer no enunciado, isso fortalece o princípio, que já defendíamos, de um movimento sem proprietários ou comandantes!

Em que pé está o movimento de Transição em Piracicaba?

Ainda não somos uma iniciativa de transição oficial. Para isso, vamos participar do treinamento que acontecerá em São Paulo (http://migre.me/5NFrH), para apresentar nossas intenções, aprender com quem já faz e, principalmente, nos conectarmos a esta fantástica rede.

Enquanto isso não acontece, o grupo local vem caminhando para o segundo passo da metodologia: “#2. Aumento da sensibilização”. Neste passo, vamos promover atividades com o intuito de aumentar a compreensão quanto as crises fundamentais, na forma de exibições de filmes, apresentação de palestras, desenvolvimento de artigos e grupos de discussão, além da criação de um blog para repercutir esses acontecimentos.

A Transição é um movimento aberto, venha participar!

É muito importante reiterar que este é um movimento aberto, sem proprietários. Se você deseja fazer parte do grupo diretor provisório, por favor, entre em contato com ricardo@ecosofando.com.br.

Para saber mais sobre o Movimento Cidades em Transição

Filme – IN TRANSITION 1.0


Consumo consciente como exercício de cidadania

Por • 8 fev 2011 • Categoria: Blogagem Coletiva, Consumo, Filosofando8 Comentários »

REEDIÇÃO DO POST PUBLICADO EM 17 de DEZEMBRO de 2008…

Quando o blog “A vida como a vida quer” divulgou a Blogagem Coletiva sobre Consumo Consciente, eu fiquei muito animado. Considero este assunto extremamente importante, pois entendo que, por meio de nossas escolhas de consumo, efetivamente, transformamos o mundo à nossa volta.

É comum ouvirmos que o voto é a expressão máxima do exercício da cidadania. Que o voto é a ferramenta mais poderosa nas mãos do cidadão comum. Não discordo completamente destas afirmações, porém, considero que nossas escolhas de consumo constituem uma ferramenta mais efetiva.

Durante as eleições, destinamos (ou deveríamos destinar) nossos votos a aqueles candidatos que consideramos (baseado em seu histórico, suas promessas, relações políticas, etc…) mais capazes de promover as mudanças que achamos importante para nossa comunidade (país, estado, cidade, planeta, etc…).
Quando elegemos um candidato, transferimos nosso poder de escolha (política). Ele será nosso representante nas decisões que afetarão nossa comunidade, durante os próximos 4 anos. Se, durante este período, este político decidir deixar de nos representar (pois mudou suas opiniões, ou mentiu sobre elas), teremos o poder de rejeitá-lo, nas próximas eleições (daqui a 4 anos). Claro que, para isso, precisamos lembrar em quem votamos, o que não é muito comum.

Quando consumimos um determinado bem (produto, serviço ou informação), estimulamos, em primeira instância, sua permanência no mercado. Estimulamos, também, uma rede de processos sócio-ambientais, relacionadas ao seu ciclo de vida (produção, distribuição, consumo, descarte, entre outros) que, efetivamente, transformam a comunidade em que vivemos (localmente e/ou globalmente). Portanto, da mesma forma que o voto, nossas escolhas de consumo têm um poder transformador sobre a sociedade. Mas, diferentemente do voto, este poder pode ser exercido várias vezes ao dia. Se a instituição responsável pela produção do bem, não tem os valores e o comportamento que achamos corretos, podemos rejeitá-la na próxima ida ao mercado, mudando de canal ou estimulando outras pessoas a não consumi-la.

  • Qual seria o impacto sobre o meio-ambiente se, efetivamente, reduzíssemos a utilização de água, luz e outros recursos, dentro da nossa casa?
  • Qual seria o impacto na linha produtivas das empresas se, efetivamente, nos recusássemos a comprar de quem polui, utiliza de trabalho infantil ou abusa de seus funcionários?
  • Qual seria a reação de quem produz com baixa qualidade, com alto grau de obsolescência e com prejuízos sócio-ambientais se, efetivamente, nos preocupássemos em consumir bens de consumo duráveis e sustentáveis?
  • Qual seria o impacto sobre as oportunidades no campo, na segurança alimentar da comunidade, na saúde pública, nas decisões políticas sobre reforma agrária, no preço do alimento se, efetivamente, consumíssemos de produtores locais e orgânicos, por exemplo?
  • Do que viveriam pessoas e instituições corruptas que encurtam ou desviam os procedimentos legais se, efetivamente, não utilizássemos seus serviços (como a propina que acelera procedimentos burocráticos ou nos tira de situações comprometedoras)?
  • Qual seria o reflexo sobre a violência se, efetivamente, deixássemos de comprar produtos roubados e pirateados ou de utilizar as chamadas “drogas leves”, que financiam o crime organizado?
  • E, por fim, qual seria o impacto sobre nossa sociedade se, efetivamente, percebêssemos que, a partir de nossas decisões de consumo, que temos que tomar várias vezes ao dia, temos o poder de reformar a sociedade em que vivemos?

Portanto, acredito que o ato de consumir é o verdadeiro poder transformador do cidadão e, como tal, deve ser exercido da forma mais racional e consciente possível.

Para deixar mais claro o papel fundamental do ciclo de vida de um bem de consumo, na transformação de nossa sociedade, assista o documentário “A História das coisas” (de Annie Leonard) ou acesse o site do instituto Akatu (contém o melhor artigo sobre consumo consciente que eu já li).

Mas o que é o consumo consciente? Consumo consciente é o equilíbrio entre a satisfação pessoal e a sustentabilidade.
Um bem sustentável se entende por um bem com um ciclo de vida ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável [vide Akatu - Consumo Consciente]. Portanto, consumir conscientemente é estar sempre atento a estes aspectos.

É muito importante notar que a decisão de consumo, na maioria das vezes, acontece em frações de segundo e que, normalmente, a razão tem pouca (ou nenhuma) participação neste processo, como afirma uma pesquisa apresentada em um artigo recente da revista Veja. Esta pesquisa aponta, também, as estratégias utilizadas pelos fornecedores para estimular (com apelo emocional – impulsividade, emoção, sentidos) nossa decisão de compra (aromas artificiais, sensação de negócio imperdível, o status que este produto proporciona, etc…etc…etc…).
A obsolescência é outra arma muito utilizado no mercado e, talvez, seja o principal mecanismo de consumo inconsciente (obsolescência planejada – o produto é feito para durar pouco; obsolescência aparente – tem sempre um modelo novo deixando o seu produto, recém adquirido, ‘fora de moda’).
Porém, para que o consumo seja consciente temos a difícil (porém fundamental) tarefa de exercitar a razão durante todo este processo.

Para exercer este poder, com liberdade, devemos tomar o controle sobre nossas decisões (sua decisão, seu julgamento, o que você quer versus o que eles querem que você queria).

Ah…Não podemos esquecer que o ato de consumir menos (consumindo somente o que é necessário, por exemplo) é, talvez, a mais eficiente entre as opções de consumo consciente. Para tanto, Repense, Reduza, Reutilize e Recicle.

Apesar da grande importância das conferências, tratados e protocolos internacionais (Kyoto, COP14, RIO92,…) e suas metas, penso que devemos deixar o lugar de espectador e assumir o papel de protagonista desta história. Vamos criar nossas metas.
Chega de esperar as grandes metas coletivas (elas devem refletir nossas pequenas metas pessoais)! Chega de esperar uma solução vinda de cima!
Nós podemos começar a mudar, AGORA!

Por mais que nossa sociedade insista em passar a impressão de que não somos capazes disso, acredite, somos os únicos com este poder.

Quem sabe, daqui a alguns anos, não seremos mais chamados de Sociedade de Consumo, mas seremos lembrados como a Sociedade de Abundância. E que esta abundância seja, principalmente, de felicidade.

Referências:
1 – A História das coisas – Annie Leonard;
2 – Instituto Akatu;
3 – “Anatomia do consumo” de Camila Pereira e Marcos Todeschini – Revista Veja – 17 de dezembro de 2008.

 


Nossa ecovila – o inicio

Por • 1 jun 2010 • Categoria: Notícias, Prática, ProjetosNão há Comentários »

No início deste ano, começamos a organizar um grupo de discussão para construção da nossa ecovila, em Piracicaba.
Estamos, agora, em uma fase de definir os valores comuns entre os membros do grupo, agregar novos interessados, divulgar a idéia etc…
Definimos, como base filosófica,  um tripé conceitual formado pela Permacultura, pela Economia Solidária e o pelo Cohousing.
A [...]

Leia o texto completo...


Espírito de mutirão

Por • 22 mai 2010 • Categoria: Notícias, Prática, Projetos2 Comentários »

Sábado passado, dia 15 de maio de 2010, iniciamos o primeiro de uma série de mutirões que queremos promover.
Na verdade, a idéia é promover o “Espírito de mutirão”. Para tanto, estamos reunindo, em um grupo local (Piracicaba), interessados em participar de mutirões de construção natural, tecnologias sociais e agroecologia. Estamos desenvolvendo, também, uma rede social [...]

Leia o texto completo...


Cestas Natalinas

Por • 7 nov 2009 • Categoria: Arte & Reciclagem, Como Fazer, Consumo, Prática5 Comentários »

Neste natal, aproveite as dicas de reciclagem para fazer lindos arranjos natalinos.
Segue abaixo algumas dicas para reciclagem de jornal e reaproveitamento de fitas e enfeites do natal passado.

A cesta foi feitas com canudos de jornal pintados com guache e decoradas com fitas, pinhas, bolas de natal e bombons.

Cesta de natal pequena, feita com canudos de [...]

Leia o texto completo...


Boas idéias para o reaproveitamento de materiais

Por • 7 nov 2009 • Categoria: Arte & Reciclagem, Como Fazer, Consumo, Prática5 Comentários »

Porta Jóias feito com canudos de jornal pintados com tinta guache verde e branca.

Leia o texto completo...


O que é nota fiscal paulista?

Por • 7 nov 2009 • Categoria: Consumo, PráticaNão há Comentários »

Em outubro de 2007 o Governo do Estado de São Paulo criou o Programa de Estímulo à Cidadania Fiscal através do projeto da Nota Fiscal Paulista com o objetivo de incentivar aos cidadãos (consumidores) o hábito de exigir do estabelecimento comercial o documento fiscal (a nota ou o cupom fiscal). Segundo o governo, os consumidores [...]

Leia o texto completo...


Recapitulando…

Por • 25 out 2009 • Categoria: FilosofandoNão há Comentários »

Pessoal, como o blog está para completar 1 ano de vida e ficamos um tempinho sem adicionar novos posts, decidi recapitular (para nós mesmos) o objetivo deste blog, destacar alguns posts, além de apresentar os novos projetos que serão temas recorrentes, nos nossos futuros posts.
Gostaria de destacar que o projeto do blog nasceu da idéia [...]

Leia o texto completo...


Semeando um sonho – hortas urbanas

Por • 6 ago 2009 • Categoria: Prática, ProjetosNão há Comentários »

Se existe um assunto que me fascina, hoje em dia, é o de HORTAS URBANAS.
Hoje, ‘plantamos’ as primeiras sementes de um projeto relacionado a este fantástico assunto.
Ainda estamos esboçando os objetivos deste projeto, mas eles giram em torno de:
Criar um laboratório para o desenvolvimento de soluções em hortas agroecológicas urbanas, domésticas e comunitárias (terrenos baldios), [...]

Leia o texto completo...